[ALERTA: o texto a seguir aborda assuntos relacionados a saúde mental. Caso a matéria desperte gatilhos ou você conheça alguém que precise de ajuda, procure o Centro de Valorização à Vida, disponível 24 horas pelo telefone 188, ou o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) mais próximo]
A médica Daniele Barreto foi encontrada morta na última terça-feira (09) em um presídio feminino de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe. A cirurgiã plástica teve a prisão domiciliar revogada em agosto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e havia retornado à cadeia horas antes. Ela é acusada de envolvimento no assassinato do marido, o advogado José Lael Rodrigues Júnior, em outubro do ano passado.
Segundo a Secretaria de Justiça de Sergipe, há sinais aparentes de suicídio. As circunstâncias da morte serão investigadas. Antes de retornar ao presídio, a médica estava internada em uma clínica psiquiátrica, onde cumpria tratamento desde o dia 01 deste mês.
A médica passou mal e foi levada para a clínica um dia depois de ter a prisão domiciliar, regime em que cumpria pena desde maio, revogada. A defesa afirma que a médica possuía Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
"Daniele foi retirada de um tratamento, já constava nos autos, que era um tratamento por tempo indeterminado", disse o advogado Fábio Trindade em depoimento publicado pelo G1. A doutora passou por uma audiência de custódia, que definiu que ela teria acompanhamento médico no presídio.
O marido de Daniele foi assassinado a tiros em 18 de outubro do ano passado. Dois homens desceram em uma motocicleta e dispararam contra o carro em que ele estava junto com o filho. Os dois haviam saído para comprar açaí a pedido da médica, que teria informado a localização aos executores.
Cerca de 1h30 antes do crime, a amiga e a secretária da médica foram vistas durante uma conversa com os suspeitos dentro do carro. Em seguida, ambas são deixadas no condomínio onde uma delas mora mora. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança.
José levou três tiros e o filho, um. O pai morreu na hora. O jovem dirigiu até um hospital, foi socorrido e sobreviveu. Daniele e mais quatro pessoas foram presas em novembro, antes de o crime completar um mês. A médica fez uma carta, onde alegava ser vítima de violência física e sexual por parte do marido.
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